Imagine: o ano é 2040. Você acabou de desembarcar de um voo hipersônico de Nova York para Londres, uma viagem de apenas duas horas, e depois pega um “drone” de mobilidade urbana aérea para evitar o trânsito da cidade no horário de pico e chega em casa em 20 minutos. Enquanto está no ar, você transmitiu uma conferência holográfica em tempo real, graças à fusão perfeita de redes celulares e satélites possibilitada pelo 6G. Isso não é um delírio. É um vislumbre do futuro iminente.
As megatendências decodificadas
- O mundo hiperconectado: cada geração da tecnologia revolucionou a forma como nos conectamos e interagimos. O 3G trouxe dados, o 4G trouxe vídeos e o 5G oferece o uso B2B, com comunicação máquina-a-máquina, proporcionando estádios, fábricas e carros conectados. Mas o 6G? O salto do 5G para o 6G promete um avanço colossal, unindo entidades isoladas, como casas, carros e cidades, em um ecossistema de vida conectado unificado. No futuro, em essência, a constante conexão será uma realidade. Nesse mundo, estar desconectado pode ser o único verdadeiro luxo.
2. A aurora da singularidade tecnológica: esta tendência traça a evolução da IA, onde tecnologias inteligentes e poderosas podem transformar radicalmente nossa realidade com resultados imprevisíveis. Com o advento da IA generativa, entramos na era da IA geral. Atualmente, não existem exemplos do mundo real de SuperInteligência Artificial (ASI), onde a IA atinge níveis humanos de consciência, inteligência e capacidades. Uma sub tendência chave do crescimento da IA e do mundo hiperconectado é a nossa entrada no que chamamos de “um mundo autônomo” – uma oportunidade de 10 trilhões de dólares.
3. Indústria 5.0 – A era simbionte: a quarta revolução industrial tratou de aplicar tecnologias emergentes que são conectadas, interativas e intuitivas. O objetivo final é obter a máxima eficiência de custos e tempo. A União Europeia descreve a Indústria 5.0 como “uma visão de uma indústria que visa além da eficiência e produtividade como únicos objetivos e reforça o papel e a contribuição da indústria para a sociedade”.
4. A transição energética: o futuro da energia será descarbonizada, descentralizada, digital e democratizada, e possivelmente um dia a energia será gratuita. A descarbonização se refere à transição de combustíveis fósseis para fontes de energia renovável. A descentralização no setor de energia se refere ao crescimento de soluções menores de geração de energia renovável local.
5. Inovação até o zero: inovar até o zero não é uma megatendência, mas uma visão mega – uma visão de um mundo perfeito, um desejo de perfeição em nossa sociedade, empresas e em todos os produtos e serviços que consumimos. É um mundo de conceito zero, com zero crimes, zero doenças, zero fome, zero mortes, edifícios neutros em carbono, cidades, e nações com emissões zero.
6. Futuro da mobilidade: o futuro das viagens não será apenas mais rápido, mas mais inteligente. Imagine um mundo livre de problemas de transporte, onde sistemas multimodais e integrados oferecem orientação dinâmica em tempo real, culminando em viagens quase instantâneas. A mobilidade será multimodal, integrada e porta a porta, combinando múltiplos modos de transporte eficientes em termos de energia com ofertas de plataformas de mobilidade como serviço.
7. Sociedade Futura e Urbanização: enquanto a população global está envelhecendo, algumas nações da Ásia e África têm populações jovens em rápido crescimento. Os futuros clientes serão mais diversos em idade, sexo, cultura e riqueza e exigirão serviços personalizados. O aumento das taxas de urbanização em cidades pequenas e de médio porte, principalmente na África e na Ásia, terá importantes implicações para novos mercados, produtos e serviços. A sub-urbanização crescerá no Ocidente, mas no Oriente, haverá um crescimento de regiões e urbanização de cidades a centenas de quilômetros de distância, dando origem a corredores gigantescos como o Corredor Industrial Delhi-Mumbai, de 1350 km.
8. Potências econômicas do futuro – Economias de baixo crescimento populacional: com o crescimento das populações e uma parcela demográfica jovem, muitas economias emergentes superarão as economias avançadas em crescimento. Na verdade, até 2040, as economias em desenvolvimento de hoje representarão mais de 65% da produção global. Acreditamos que países com população superior a 100 milhões têm o potencial de se tornarem economias de trilhões de dólares até 2040. Assim, o crescimento futuro será impulsionado pelo que chamamos de “economias de baixo crescimento populacional”. Nessa paisagem econômica em mudança, nações populosas como China, Índia, Indonésia, Brasil, México, Arábia Saudita e Nigéria podem emergir como as maiores e principais potências econômicas até 2050.
Nesta grande dança de interrupção e inovação, uma verdade se destaca – estamos à beira de uma revolução que promete ser extraordinária. Portanto, prepare-se: o melhor ainda está por vir!

